ESTUDO DIRIGIDO CAPÍTULO 03: Apontamentos a partir da perspectiva curricular (Delia Lerner, 2002) 

1. No capítulo 03, Denlia Lerner retoma o conceito de transposição didática, ao discorrer sobre a importância da preservação do sentido do objeto de ensino no projeto curricular. Considerando esse aspecto, quais seriam, em sua perspectiva, os principais desafios enfrentados para a realização desse processo. 

Na minha opinião, um dos maiores desafios é escolher a sequência didaticas de assuntos que serão abordados durante o conteúdo, sobretudo quando nós, professores, temos que levar em conta, minimamente, os conhecimentos prévios e suas experiências. Mas, claro, como a professora bem disse em sala: não deve e nem pode prender-se a estes parâmetros, porque nem sempre daremos conta disso tudo. Mas é fundamental, sobretudo, que tais conteúdos possam acrescentar na vida desses alunos em diferentes situações do seu cotidiano. Por exemplo, quando for abordar algum conteúdo científico, é preciso que haja uma adaptação para torná-lo mais acessível, principalmente por ter nomenclaturas e conceitos que não são tão acessíveis para os alunos. Vale pontuar, também, a importância de diferenciar o conceito de teoria e prática, havendo, assim, uma conexão entre eles e os alunos acabam sentindo mais à vontade. Acredito eu. 

2. Ao pontuar o caráter prescritivo dos documentos curriculares, Lerner salienta a necessidade da pesquisa didática como um recurso necessário para contemplar a diversidade de instituições pertencentes a uma mesma jurisdição. A partir dessa análise, como você descreveria as potenciais problemáticas sociais geradas ao não serem consideradas as diferentes realidades desses espaços e quais seriam os possíveis impactos dessa medida no processo de ensino aprendizagem dos(as) estudantes? 

É fundamental, enquanto professor, que possamos considerar a diversidade cultural de cada instituição provenientes de diferentes origens étnicas, sociais e culturais. Como a colega Larissa falou em sala: ao não levar em conta tais realidades, o currículo pode não abordar adequadamente as vivências e experiências dos alunos, não valorizando sua identidade e não promovendo uma educação inclusiva e equitativa. Outro ponto é a falta de recursos, infraestrutura, qualificação dos educadores e condições socioeconômicas dos discentes e isso deve ser levado em consideração, pois as políticas curriculares podem agravar as desigualdades existentes. E isso implica num número maior de desinteresse entre os alunos. 

3. Ao longo do texto, a autora questiona a ênfase direcionada pelas escolas às superestruturas textuais, além de discutir sobre a razão desse conteúdo ser assimilado com tamanha facilidade nesses espaços. Como Lerner explica essa questão e quais pontos são destacados no texto como fragilidades dessa prática? 

Ele busca enfatizar apenas as superestruturas textuais, o ensino da leitura e escrita se concentra na forma externa dos textos, deixando de lado o sentido e o significado das mensagens. Isso pode levar os alunos a desenvolverem uma compreensão superficial e mecânica da leitura, sem a capacidade de interpretar e analisar os textos de maneira crítica. Além diso, ao se dedicar apenas nas superestruturas, perde-se a oportunidade de explorar os diferentes gêneros textuais e suas características específicas. Os alunos podem não desenvolver habilidades para identificar as peculiaridades e os propósitos comunicativos de cada gênero, dificultando sua capacidade de produzir e compreender textos de forma adequada em diferentes contextos. Como resultado, eles podem ter dificuldade em produzir textos de forma autônoma e criativa, expressando suas próprias ideias e perspectivas. Como falamos em sala. 

4. “Realmente, a leitura e a escrita aparecem sempre inseridas nas relações com as outras pessoas, supõem interações entre leitores acerca dos textos: comentar com outros o que se está lendo, recomendar o que se considera valiosos, discutir diversas interpretações de uma mesma obra, intercambiar ideias sobre as relações entre diferentes obras e autores…”(LERNER, 2002, p. 61). A partir desse trecho, discorre sobre os recursos e/ou estratégias necessários à inserção dos(as) estudantes(as) na comunidade leitora. 

Bom, pensei em três recursos: rodas de leitura, grupo de discussões online e visita à biblioteca. Para roda de leitura: promovem encontros regulares em que os estudantes possam compartilhar suas leituras, comentar sobre os textos que estão lendo e recomendar obras uns aos outros. Como nossos jovens estão bastante conectados às redes sociais, pensei nesse encontro: utilizar plataformas online ou fóruns de discussão para que os estudantes possam interagir virtualmente, compartilhando suas experiências de leitura e trocando ideias sobre os textos. Além disso, mas não menos importante, a visita biblioteca : organizar visitas a bibliotecas e livrarias, permitindo que os estudantes explorem diferentes ambientes de leitura. Tais visitas incentivam a descoberta de novos livros, autores e possibilidades de leitura, além de proporcionar um contato mais próximo com a comunidade leitora externa à escola. 

5.A partir dos apontamentos sobre os comportamentos do leitor e do escritor, exemplificados por Lerner, escolha um gênero textual oral para definir, além de uma situação comunicativa, comportamentos do falante e do ouvinte, sendo um deles voltado à dimensão social e o outro à dimensão pessoal.

Um gênero textual oral que podemos escolher é o debate. O debate é uma situação comunicativa em que os participantes discutem e apresentam argumentos sobre um determinado tema. 

6. Nas palavras de Lerner (2002, p.66) “Na escola a leitura e a escrita existem enquanto objetos de ensino”, de modo que essas práticas não podem estar reduzidas a serem reproduzidas da forma como são desenvolvidas socialmente. Nesse sentido, quais aspectos didáticos devem ser considerados durante a definição desses objetos? 

Ai, meu Deus. Acho que é necessário definir os objetivos específicos do ensino da leitura e da escrita na escola, levando em conta as habilidades e competências que se espera que os alunos desenvolvam. Por exemplos, os conteúdos que serão abordados no ensino da leitura e da escrita devem ser selecionados com base nos objetivos educacionais estabelecidos e a definição dos objetos de ensino também envolve a seleção de metodologias e estratégias de ensino adequadas.

7.Ao final do capítulo, a autora discute estratégias positivas para o ingresso das atividades leitoras na escola, também fundamentais para o aprendizado da leitura de textos difíceis. Discorra sobre elas e comente se estiveram presentes no seu processo de apropriação da leitura na escola, trazendo exemplos em caso afirmativo . 

Promover atividades que despertem o interesse e a curiosidade dos alunos em relação ao texto antes mesmo de sua leitura. Isso pode envolver a apresentação de imagens, vídeos, debates sobre o tema, levantamento de conhecimentos prévios, entre outros recursos que ativem o conhecimento prévio dos alunos e os engajem na temática do texto. Organizar atividades de leitura em grupos ou duplas, em que os alunos possam discutir e trocar ideias sobre o texto. Essa abordagem promove a interação entre os alunos, permitindo que compartilhem suas percepções e interpretações do texto, além de estimular a construção coletiva do conhecimento. E não, eu não tive a experiência ainda de aplicar.

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